Desafio:Escrever!

Caros alunos!

Sei que todos gostam de ouvir contar histórias....

O que vos proponho aqui é que juntem as palavras para fabricar histórias.

Porém, não deixo a inspiração a vosso cargo, lanço-vos antes um desafio!

Na verdade, fui buscar a ideia a uma autora, Marta Tê, que escreveu um livro/bloco de notas cujo título era, justamente, Desafio: Escrever! . A autora lançava temas e, no final de tais exercícios de escrita, estaríamos aptos a escrever um conto ou uma novela.

Vou apresentar os desafios desta autora (espero não ser processada) na esperança de que os aceitem.

Pensaremos depois na publicação das vossas obras. Se não for possível, sempre podemos contar com os ouvidos atentos de uma criança. Haja criatividade e inspiração!

Helena Antunes





domingo, 19 de abril de 2015

Desafio 5

Poesia I
Material necessário:
Papel,Caneta

Inspiração:

"Que tristeza tão inútil essas mãos
Que nem sequer são flores
que se dêem:
abertas são apenas abandono
fechadas são pálpebras imensas
carregadas de sono."

As Mãos, de Eugénio de Andrade


Exercício:
O poeta descreve acima umas mãos. Procura, também, algo simples para observar - uma flor, um fruto, um sorriso, um peixe dourado no aquário. Agora tenta utilizar uma linguagem próxima da poesia, capaz de causar sensações e emoções.

 
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Ouvir o que ouço
Ouvir o que ouço
Não ouço
Ouvir as bocas infernais
Ardo de ardor
Ouvir, se ouve todos os dias
Todos os dias
Ouço e não ouço
Ouço em modo de sabedoria e ignorância
 
Patrícia M.
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Thanatos-The legend of the Grim reaper can be tracked all the way back to Greek mythology. Thanatos's job was to accompany souls to hades (The Greek underworld).  He would then pass them on to the ferryman on the river styx, Charon.


Um corpo, dois seres
 
Nas cores, um sonho foi semeado
E com a esperança assim cresceu.
Mas em dois corpos  foi separado
Aquele pequeno sonho que ali viveu.
 
Num corpo o destino pegou ao colo,
O outro em uma cegonha se viu voar
Ambos longe do conforto de Apolo
Nunca mais juntos iriam estar.
 
O corpo que em destino veio
Ficou, feliz em meio da Natureza
Saudável e de coração sempre cheio
Ajudou quem chorava de vil crueza.
 
O outro, que em ninho foi tratado,
De braços abertos, era acolhido
Uma frescura, um livro inacabado,
De quem o amor se viu escolhido.
 
Mas sem Apolo, poucos dias restaram
Até que as cores foram oprimidas.
E Hades com Tânato transformaram,
Os corpos em vidas entristecidas.
 
Agora, ambos juntos na escuridão
Respiram morrendo como assim nasceram
Unidos sem saber para onde irão
Caminham juntos para onde viveram.


Daniel Muralhas
 

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